A história
Dos créditos e agradecimentos
O texto abaixo foi baseado no livro SANTUÁRIO TABOR DA ESPERNÇA – DO SONHO À REALIDADE escrito por Dr. Armando J. C. Bezerra. A história completa e mais detalhada encontra-se à disposição na Lojinha do Santuário por um preço simbólico.
O início
A história do Santuário Tabor da Esperança em Brasília se entrelaça com a visão profética de Dom Bosco, que, em 1883, sonhou com uma terra abençoada entre os paralelos 15 e 20 no Brasil, prefigurando a futura capital. A inauguração de Brasília, em 1960, materializou essa visão, mas o tempo revelaria a necessidade de um Santuário da Mãe e Rainha Três Vezes Admirável de Schoenstatt, um centro de irradiação da fé e da esperança no coração do país. O Movimento Apostólico de Schoenstatt, iniciado pelo Padre José Kentenich na Alemanha, encontraria em Brasília um solo fértil para sua missão evangelizadora. A Providência Divina atuou por meio da necessidade da Sociedade Cruz de Malta por colaboradores com sólida formação religiosa, levando ao encontro com as Irmãs de Maria de Schoenstatt.
O convênio
Em um marco de fé e cooperação, em 21 de outubro de 1987, selou-se o convênio entre o Instituto Secular das Irmãs de Maria de Schoenstatt e a Sociedade Cruz de Malta. Este acordo, assinado pela Irmã M. Reginita Schubert e por Eduardo Valente, representou o alicerce para a concretização de uma obra divina.
As primeiras irmãs
A partir de 12 de janeiro de 1988, Brasília acolheu as primeiras mensageiras do Tabor: Irmãs M. Simone Wiederhold e M. Magna Donati. Com dedicação incansável, as Irmãs de Maria de Schoenstatt, por aproximadamente uma década, ofereceram seus dons à creche Nossa Senhora do Filermo, na Sociedade Cruz de Malta, semeando a fé, a educação e o cuidado com as crianças e suas famílias.
O término do convênio
Em 1997, após o falecimento do Padre Amann e em consonância com os desígnios da instituição, o convênio com a creche chegou ao seu término. Contudo, essa década de serviço foi marcada por um apostolado fervoroso na evangelização e na Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt, que floresceu exponencialmente em Brasília e arredores. O empenho de centenas de missionários, sob a coordenação dedicada de casais como Neusa Dourado Freire e Amaro José Freire Filho, preparou o terreno para o grandioso sonho de construir um Santuário. A Providência, por meio do Padre Reni Nogueira dos Santos, Capelão Militar, revelou a necessidade de um novo lar para as Irmãs, vislumbrando a continuidade do apostolado e a expansão do Movimento. O diálogo com autoridades militares e eclesiásticas, como o General Medeiros e Dom Geraldo do Espírito Santo Ávila, pavimentou o caminho para uma nova fase. Em 17 de dezembro de 1997, um convênio histórico foi assinado, cedendo uma vasta área do Exército para a morada da Mãe Três Vezes Admirável em Brasília, marcando o início da concretização do Santuário.
A chegada das novas irmãs
Em 11 de fevereiro de 1998, a Providência trouxe a Brasília as Irmãs M. Clades Schwengber e Maria Suely Lopes, enviadas pela Irmã M. Dilecta Rubin. Sua missão, clara e inspiradora, era evangelizar, expandir o apostolado da Mãe Peregrina e lançar as bases dos Ramos das Ligas Apostólicas de Schoenstatt, com o olhar fixo na edificação do futuro Santuário e Centro de Espiritualidade no coração do Brasil. A evangelização da família militar também se tornou um campo fértil para seu apostolado.
Um terreno para o santuário
O entusiasmo do Padre Reni contagiou a todos, e a visita ao vasto terreno onde o Santuário seria erguido encheu os corações de alegria e gratidão. Com o apoio do General Medeiros, o terreno foi cercado, terraplanado, e uma singela, mas significativa, Ermida foi construída. Este foi o marco inicial, a semente lançada na terra da fé. A primeira visita de um grupo de devotos, em 28 de fevereiro de 1998, ao ermo cerrado, hoje lar do Santuário, foi um testemunho de fé inabalável. A descoberta de uma imponente pedra, hoje parte da Ermida, simbolizou a solidez da fé que ali se estabeleceria. A construção da Ermida pelos soldados do Departamento de Engenharia e Construção do Exército, com a imagem da Mãe Três Vezes Admirável e a cruz, tornou-se um refúgio para orações e um convite à Aliança de Amor.
A benção para o terreno
Em 30 de maio de 1998, a Ermida testemunhou a primeira missa e a bênção do terreno, presidida por Dom Ávila e concelebrada por doze sacerdotes. Cerca de duas mil almas, vindas de diversas arquidioceses e dioceses, uniram-se em oração, celebrando um momento histórico e fundacional para o Santuário da Mãe e Rainha. A presença de líderes eclesiásticos e civis, e a participação de famílias dedicadas como Dona Shirley e General Medeiros demonstram a amplitude e a importância desse evento.
A tenda
Com a periodicidade mensal das missas na Ermida, a necessidade de um espaço mais acolhedor tornou-se evidente. A construção de uma tenda, inaugurada em 27 de novembro de 1999, ofereceu proteção contra as intempéries, permitindo que a chama da fé continuasse a arder em celebrações inspiradoras, abrilhantadas pelas equipes de canto e música da Marinha do Brasil.
A construção do santuário
A construção do Santuário, sonhada por tantos, iniciou-se em abril de 1999, com a simbólica “pazada” de Dom Geraldo Ávila, um gesto de bênção para o futuro templo. A pedra fundamental, colocada em 30 de maio de 1999 por Dom Raymundo Damasceno Assis, selou um nicho com documentos para as gerações futuras, reforçando o caráter duradouro e profético da obra. A benção da imagem de São Miguel Arcanjo em 10 de setembro de 1999, e a visita inspiradora do Padre Antônio Maria, que presenteou a todos com sua voz, infundiram esperança e alegria, superando desafios.
O sino
Um toque especial de espiritualidade e história reside na aquisição do sino do Santuário. A Irmã M. Teresila, com a missão de trazer um sino jubilar do ano 2000 de Roma, descobriu a milenar Fundição Marinelli em Agnone. Este sino, de bronze, com 28 cm de altura e 20 quilos, chegou ao Santuário da Mãe e Rainha via Nunciatura Apostólica, ecoando pela primeira vez na virada do milênio. A mesma fundição que o produziu, já fez sinos que ressoaram na Catedral de São Patrício em Nova Iorque, no Santuário da Virgem Negra de Zestochowa na Polônia e na ONU como o “Sino da Paz”. Este é um exemplo da importância do sino do Santuário Tabor da Esperança.
A inauguração
A grandiosa inauguração do Santuário, em 19 de março de 2000, no Ano Jubilar, foi um momento de exultação e gratidão. O convite, assinado pelo Padre Reni, pela Irmã M. Dilecta Rubim e pelo casal Neusa e Amaro José Freire Filho, expressava a alegria da Família de Schoenstatt. A procissão dos Fuzileiros Navais, a entrega simbólica da chave pelo pedreiro Hildo Thessing ao Cardeal Dom Falcão, a incensação do Santuário, a unção das cruzes por Dom Ávila e Dom Damasceno, e a solene entronização da imagem da Mãe e Rainha, ao repicar do sino e o brilho dos fogos, foram momentos de profunda emoção. A deposição do Santíssimo no novo Tabernáculo e a bênção da Custódia para cerca de 25 mil peregrinos, bem como a entronização do símbolo do Espírito Santo, consolidaram o Santuário como um farol de fé e vida espiritual. A Taça de Engling, inaugurada em 10 de setembro de 2000, no jubileu de ouro da Campanha da Mãe Peregrina, marcou a Coroação da Mãe de Deus no Santuário Tabor da Esperança.
Confira os videos da inauguração
Tabor da Esperança
Hoje o Santuário Tabor da Esperança é um centro vibrante de atividades para todas as idades e diversos ramos do Movimento de Schoenstatt. Ele acolhe peregrinos de todo o Distrito Federal e de outras partes do Brasil. Entre as principais atividades, destacam-se:
- Celebrações Eucarísticas: Missas regulares são realizadas, sendo um ponto de encontro para a comunidade de Schoenstatt e para os fiéis em geral.
- Adoração ao Santíssimo Sacramento: Momentos de oração e adoração a Jesus Eucarístico.
- Confissões: Oportunidades para o Sacramento da Reconciliação.
- Missas da Aliança de Amor: Realizadas especialmente no dia 18 de cada mês, para celebrar o dia da fundação da Aliança de Amor.
- Grupos de Formação: O Santuário oferece e coordena grupos de formação para a Campanha da Mãe Peregrina, a Liga de Mães, o Terço dos Homens, a Juventude Feminina e Masculina, entre outros.
- Eventos Especiais: Ao longo do ano, são promovidos retiros, encontros, celebrações de datas importantes do calendário litúrgico e de Schoenstatt, como o jubileu do Santuário.
O ideal do Santuário como Tabor da Esperança floresceu no alvorecer do novo milênio cristão. Inspirados pelas palavras proféticas do Padre José Kentenich — “À sombra do Santuário serão decididos os destinos da Igreja e do mundo por séculos” e “Com Maria, cheios de alegre esperança, certos da vitória, rumo ao tempo novíssimo” — a Família de Schoenstatt compreendeu a missão desse novo Tabor no coração do Brasil. Esta é uma parte da história do Santuário (1987-2000) que se eterniza, um legado de fé e perseverança. Que cada devoto da Mãe e Rainha se sinta inspirado a dar continuidade a esta bela narrativa, propagando a esperança que emana do Tabor.









