o Símbolos do Santuário
A Inscrição abaixo da Moldura Luminosa
Abaixo da moldura luminosa, que circunda a Imagem da Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável, à esquerda, está registrado ‘Schoenstatt 1914′ e, à direita, Brasília 2000’. Essas inscrições se referem à fundação dos dois Santuários. O Santuário Original, em Schoenstatt, na Alemanha, surge da Aliança de Amor, em 1914, e o 14º Santuário filial no Brasil, em Brasília, Distrito Federal, é inaugurado e solenemente abençoado no Ano da Graça, em 19 de março de 2000.
O altar sagrado e as relíquias
No dia 21 de junho de 2004, o altar foi consagrado e dedicado por Dom Geraldo do Espirito Santo Ávila, sendo nele realizado a deposição das relíquias de São Luiz Gonzaga. A relíquia veio de Roma e foi devidamente documentada no altar.
O tabernáculo
O tabernáculo ocupa o lugar central no Santuário da Mãe Três Vezes Admirável. Na parte externa das portas, contemplamos a cruz da qual nasce um lírio que expressa Maria, o Tabernáculo Vivo, que gera o Salvador, aquele que remiu o mundo na cruz.
Nas portas, ainda na parte externa, estão também gravadas as palavras: “Nobis datus, nobis natus ex intacta Virgine” – A nós foi dado e por nós nasceu da intata Virgem.
Na parte interna das portas, encontramos a cena da Anunciação. Esse símbolo nos indica que Maria tem a missão de repetir continuamente o seu ‘sim, para gerar Cristo no coração de todos os que ali chegam para adorá-lo. Nas paredes do sacrário, encontramos simbolizadas as cenas dos Ofícios de Schoenstatt: Anunciação, Nazaré, Belém, Tabor, Betânia, Gólgota, Cenáculo, Sião. O tabernáculo do Santuário original foi doado pela Liga Apostólica Feminina, pois expressa o seu Ideal de Ramo.
No ano 2000 do nascimento de Cristo, toda Liga Apostólica Feminina do Brasil, durante um novênio, fez a conquista material e espiritual do tabernáculo do Santuário de Brasília.
A Lâmpada Sagrada
A Lâmpada Sagrada foi acesa pela primeira vez, no dia 19 de março de 2000, na missa de inauguração do Santuário, com o translado do Santíssimo Sacramento. Dessa forma, a luz vermelha acesa na lamparina sinaliza a presença de Cristo na Eucaristia. A patena expressa o sacrifício ou a oferta ao Capital de Graças, e o globo, com as letras da MTA e a inscrição “Ver sacrum”, recorda os ideais dos jovens de Schoenstatt que tombaram na segunda guerra: “Por corações puros, que hoje a ti se oferecem, salva, Senhor, teu povo”!.
A Cruz da Unidade
A Cruz da Unidade está presente nos Santuários de Schoenstatt para expressar a posição de Maria no plano da Salvação. Maria, como a Auxiliar Permanente na Obra redentora de seu Filho Jesus. Indissoluvelmente unida a Jesus ao pé da Cruz, Maria colabora com a redenção da humanidade. Maria está junto na cruz e acolhe, com um cálice, o sangue que parte do coração de seu Filho. Ela cuida que nenhuma gota desse sangue redentor se perca, mas que chegue ao coração de todos os seus filhos redimidos. A Cruz da Unidade foi criada no ano de 1960 pelo estudante chileno do Colégio Máximo de Santa Maria – RS, Pe. Angelo Vicente Cerro, e fabricada em Caxias do Sul – RS. Ao peregrinar a um Santuário de Graças ou Santuário-Lar de Schoenstatt, rezemos com o Padre Kentenich:
“Que eu leve aos povos a cruz e a imagem de Maria como sinal da redenção; jamais sejam separados um do outro o que o Pai, no seu plano de amor, concebeu como unidade”
(Rumo ao Céu, estrofe 332, Dachau, 1944)
O Símbolo do Espírito Santo
Espírito Santo, ensina-me a te ouvir
Espírito Santo, abandono-me inteiramente a ti, melhor educador! Infunde no meu coração a fé, a esperança e o amor. Há tanto espírito mundano em mim de modo que não chego a ouvir-te. Conheces o meu coração, conheces o objetivo para o qual fui criado. Se, no entanto, eu quiser atingi-lo preciso aprender a ouvir-te melhor, a entender o que falas no meu interior. Espírito Santo, tu que habitas em mim, desde o batismo, fala-me continuamente para que eu te escute. Forma-me. Faze de mim uma obra de mestre de teu atuar educador. Transforma-me. (Manual de Oração dos Enfermos, Oração VII, p. 120 a 121).
Essa oração foi composta pelo Padre José Kentenich e expressa o atuar do Espírito Santo em nossa vida. O símbolo do Espírito Santo no Santuário quer nos lembrar a presença da terceira pessoa da Santíssima Trindade, o Espírito Santificador, o Espírito do Amor. O mesmo Espírito Santo que concebeu Jesus no seio de Maria habita em nós desde o Batismo. Faz morada em nossa alma, ilumina-nos e nos inspira na busca da santidade. Após a Ascensão, Jesus nos enviou o Espírito de Deus, para que permanecêssemos unidos e perseverantes no amor.
O Símbolo do Pai
A imagem do Olho do Deus Pai representa a Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo. É um símbolo da Igreja que expressa a presença de Deus, que vela continuamente por nós e nos envolve em seu amor e sabedoria. Um Pai que nos ama como a pupila de seus olhos, que, em todos os momentos da vida, quer seja de alegria ou sofrimento, volta para nós seu olhar bondoso, conduzindo-nos com amor e segurança como seus filhos amados. Padre Kentenich nos ensinou a rezar: “Deus é Pai, Deus é bom, e bom é tudo o que Ele faz!” Também gostava de repetir: “O Pai me vê, o Pai me ama e o Pai precisa de mim!” Na Transfiguração de Jesus no Monte Tabor, ressoa a voz do Pai: “Este é o meu Filho muito amado; ouvi-o.” Mc 9, 7. 10 (RC 63 e 73)
Padre Kentenich anuncia o carisma da Paternidade Divina, onde nos conduz a uma vinculação profunda à Santíssima Trindade. Ele expressa essa verdade na oração:
“Tu, que reinas no mais alto dos céus, queres nos olhar com amor, aqui na terra, e ver em nós o teu Filho, que contigo reina no trono eterno. Tu nos contemplas com olhar de Pai, e nos dás partilhar a felicidade do Filho; diriges tudo o que nos acontece, para a nossa eterna salvação”.
São José
A imagem de São José ocupa um lugar especial nos Santuários de Schoenstatt. Papa Pio IX o proclamou patrono universal da Igreja. Aquele que havia cuidado com solicitude paterna da Família Sagrada de Nazaré, como esposo virginal de Maria e pai adotivo de Jesus, recebia oficialmente a tarefa de cuidar e proteger a grande Família de Deus. Referindo-se à tarefa de São José, Padre Kentenich disse: “Ele é o padroeiro da vida interior… Certamente nos introduzirá de modo bem profundo no tesouro da vida sobrenatural… São José, que suportou tantas aflições em sua própria vida, aflições materiais pelo bem estar físico da Mãe e de Jesus, tem uma compreensão muito profunda também para nossas aflições. Por isso, nós lhe demos o cuidado particular de se desvelar pela saúde e pela parte econômica.”
Ao contemplar a imagem de São José, no Santuário, peçamos que ele seja o padroeiro de nossas famílias, que cuide de nosso sustento, de nossa união e fidelidade, para que sejamos uma imagem da Sagrada Família de Nazaré. A imagem de São José do Santuário Tabor da Esperança, que está com ferramentas de carpinteiro na mão, lembra-nos que ele é o modelo dos operários. “Padre Kentenich, em sermão da Santa Missa de 19.03.1929
Oração a São José
Glorioso São José, com amor e fidelidade, fostes o chefe providente da Sagrada Família! Confiantes, nós vos escolhemos como padroeiro e advogado a quem entregamos a administração de nossos bens.
Mostrai-nos o caminho e os meios para o sustento e a segurança econômica de nossa família, conforme o plano e a vontade de Deus. Amparai os que se encontram em aflições econômicas e falta de trabalho.
Como instrumentos de nossa Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt, fazei-nos crescer cada vez mais na fé, esperança e caridade para a glória do Pai, Filho e Espírito Santo. Amém. São José, rogai por nós!
O Arcanjo São Miguel
Nos Santuários de Schoenstatt, encontramos, ao lado do altar da Mãe e Rainha, a estátua de São Miguel Arcanjo. Ele é o príncipe das milícias celestes, o guia dos anjos bons e o guerreiro que vence a luta contra o demônio e os seguidores de Lúcifer. Padre Kentenich escreveu a um congregado mariano:
“Desde há pouco que você partiu, a Capelinha tem um aspecto totalmente diferente. São Miguel cedeu o lugar a uma bela imagem de Nossa Senhora. Agora ele está num pedestal ao lado do evangelho, perto do altar. Lá está ele, como Guarda do Santíssimo Sacramento.”
No Santuário Tabor da Esperança, em Brasília, a Imagem de São Miguel Arcanjo ocupa um lugar especial desde a sua inauguração. A estátua foi abençoada por Dom Geraldo do Espírito Ávila, em 1999, e adaptada para receber uma espada simbólica. Inicialmente, a estátua empunhava a espada de um capelão oficial do Exército e, a partir de 2008, recebeu a espada do devoto General Antônio de Araújo Medeiros, instrumento que se empenhou incansavelmente para que o espaço mais nobre de terras no Planalto Central do país pudesse ser utilizado para a edificação do Santuário de Graças
Os Apóstolos São Pedro e São Paulo
São Pedro e São Paulo, cuja solenidade é celebrada no dia 29 de junho, são considerados ‘as colunas da Igreja, por terem sido os principais líderes da Igreja Primitiva, tanto por sua fé e pregação, como pelo ardor e zelo missionários. Pedro e Paulo possuíam um forte ardor apostólico, até culminarem com o martírio, derramando o seu sangue para florescência do Cristianismo. São Paulo é o segundo patrono do Movimento Apostólico de Schoenstatt, do qual o Movimento assumiu o lema: “Caritas Christi urget nos.” O amor de Cristo nos impele, Citação bíblica
A imagem de Maria entre os dois apóstolos nos fala que ela é a Mãe e Rainha dos Apóstolos. As estátuas dos apóstolos foram colocadas no Santuário Tabor da Esperança no dia de sua inauguração. Elas foram confeccionadas por um artesão, cujos trabalhos eram expostos na Feira de Artesanato, situada na Torre de TV, em Brasília, Distrito Federal. Posteriormente, as chaves de São Pedro e a espada de São Paulo foram confeccionadas por Nicola Arte Sacra.
O Quadro Bordado 'Ave Maria'
O quadro com a inscrição ‘Ave Maria’ que se encontra no Santuário Original e também no Santuário de Brasília, bordado com miçangas, evoca a saudação do anjo a Maria na hora da Anunciação do Senhor. Podemos também pensar que o Anjo saúda a cada peregrino que vem visitar a Mãe de Deus em seu Santuário. Se nos diz “Ave”, respondemos-lhe ao nos dirigir à Maria: “Ave, minha Mãe Três Vezes Admirável! Abençoa-me!” A entronização do quadro no Santuário aconteceu por ocasião do aniversário dos 15 anos do Santuário Tabor da Esperança.
Este Quadro foi bordado pela Ir. M. Lucinda – Irmãs de Maria Adoradoras de Atibaia-SP
Entronizado no Santuário Tabor da Esperança no dia 22/03/2015
Os Vitrais do Santuário
Ao entrarmos no Santuário, também nos chamam a atenção os vitrais decorados com símbolos de um rico e profundo conteúdo. No Santuário Tabor da Esperança, podemos contemplar o vitral à esquerda, no presbitério, cujo símbolo ‘P’ é a combinação de letras gregas que formam uma abreviatura do nome de Jesus Cristo.
O símbolo no vitral significa que Jesus é o ápice de nossa vida, nosso Deus e Redentor, o Filho amado com atitude de filialidade heroica diante do Pai
Vitral 2, à direita, no presbitério
No vitral à direita, no presbitério, salienta-se a inscrição ‘MTA, Mater Ter Admirabilis.
Essa inscrição nos fala do atuar da Mãe Três Vezes Admirável que, desde 18 de outubro de 1914, transformou o Santuário em seu Tabor. Ali, Ela nos revela, sem cessar, as glórias de Cristo e se manifesta continuamente como nossa Mãe Educadora e excelsa Rainha.
Vitral 3, janela à direita
Neste vitral da janela, à direita, encontramos as duas Catedrais de Brasília: a Catedral Rainha da Paz do Ordinariado Militar do Brasil, cuja jurisdição eclesial pertence o Santuário da Mãe e Rainha de Schoenstatt e a Catedral Nossa Senhora Aparecida, da Arquidiocese de Brasília.
Vitral 4, janela à esquerda
No vitral da janela, à esquerda, estão desenhados o Santuário, em meio a dois pinheiros, e a espada. Esse conjunto representa a fecundidade do lugar de graças que requer a nossa colaboração humana, nossa entrega, por meio da oração, do sacrifício e da luta pela autoeducação para alcançar a santidade.
A mútua ação do atuar da graça divina, com a mediação de Maria, e da cooperação humana se expressa no lema do frontal do altar ‘Nada sem vós, nada sem nós, que muitas vezes está nos Santuários de Schoenstatt, especialmente no dia 18 de cada mês, Dia da Aliança.
O Sino
O Sino, no campanário do Santuário, tem um toque especial, porque acolhe os peregrinos, anuncia a sua chegada na Casa da Mãe e congrega os fiéis para as atividades religiosas.
Esse sino de bronze do Santuário Tabor da Esperança tem uma característica muito peculiar, pois veio anunciar o Ano jubilar 2000. Ele é oriundo da Fundição Marinelli, da Província de Molise, na Itália, a fábrica mais antiga do mundo, cuja fundação se deu no ano 1000.
Essa fábrica foi abençoada pelo então Papa João Paulo II, em razão da incumbência de fabricar os sinos comemorativos para o Jubileu do Ano 2000, a abertura do Terceiro Milênio da Era Cristã. Por meio das Irmãs de Maria de Schoenstatt do norte da Itália, esse sino chegou em Roma. Pelo Vaticano, foi enviado para a Nunciatura Apostólica de Brasília ao destinatário do Santuário da Mãe e Rainha, o primeiro a ser inaugurado, no dia 19 de março do ano Jubilar 2000, na abertura do novo milênio.