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Tabor da Esperança

Movimento Apostólico de Schoenstatt

Um pouco de história

Schoenstatt é um lugar situado no município em Vallendar, próximo ao rio Reno, junto à Coblença, na Alemanha. É o berço do Movimento Apostólico de Schoenstatt.

Esse lugar histórico remonta ao século XII, no ano de 1143, quando o belo local recebe o nome ‘Schoenstatt’ por meio do bispo de Treves. Um documento do arquivo de Coblença, de 1242, relata a existência, no vale de Schoenstatt, de um convento de Monjas Agostinianas e a Basílica ‘Eclesiae Sanctae Mariae Virginis’ – Igreja da Santa Virgem Maria.

Uma das torres, junto ao Santuário Original, recorda ainda hoje esse memorial religiosoO primeiro registro da existência da Capelinha de São Miguel Arcanjo, no cemitério, é de 1319. Ela foi destruída na guerra dos 30 anos na Europa em 1636 e reconstruída em 1681

Durante a invasão francesa, em 1812, foi novamente danificada.

A família Dorsemagem, ao adquirir essa propriedade (1889-1901), reconstruiu a capelinha, conforme conhecemos hoje, e ali realizava suas devoções. Foi no ano de 1901 que a Sociedade dos Padres Palotinos adquiriu esse vale de Schoenstatt, para a instalação do seminário na casa antiga já existente em frente à capelinha. Posteriormente, edificaram um seminário maior na colina.

 

Em 1912, os seminaristas que estavam no vale e também no bairro de Ehenbreitstein transferiram-se para o seminário novo.

Casa antiga e seminário no Vale de Schoenstatt, Alemanha

Padre Kentenich

Padre Kentenich foi ordenado sacerdote palotino no dia 8 de julho de 1910. Atuava como professor no seminário de Ehrenbreitstein. E, em 27 de outubro de 1912, foi nomeado diretor espiritual dos seminaristas, em Schoenstatt, devido as suas habilidades pedagógicas.

Entre os jovens seminaristas reinava uma atmosfera de revolta proveniente de um sistema pedagógico rígido e formalista. Padre Kentenich se destacava por sua firmeza e bondade na condução dos jovens e por incentivar a conquista da verdadeira liberdade interior.

Era seu anelo ajudar na formação de um novo tipo de personalidade livre e magnânima, apto para a aspiração aos mais nobres ideais. Ao se apresentar aos seminaristas, fez uma conferência que mais tarde foi intitulada como Documento de Pré-Fundação e teve como meta o programa: “Sob a proteção de Maria, queremos aprender a educar-nos, para sermos personalidades firmes, livres e sacerdotais.” Esse elevado ideal entusiasmou os jovens a superar as dificuldades e o espírito de revolta.

Para o diretor espiritual, estava claro de que conseguiria êxito na formação integral da personalidade apenas sob a proteção de Maria. E fundou a Congregação Mariana no dia 19 de abril de 1914.

A Capelinha de São Miguel

A partir da fundação da Congregação Mariana, os congregados começaram a buscar um local para as suas reuniões. Juntamente com seu guia, Padre Kentenich, e o Superior Provincial dos Palotinos, Padre Maximiliano Kolb, foi cedida aos congregados a antiga Capelinha de São Miguel.

A capelinha estava abandonada, sem bancos, altar ou imagens, pois servia para guardar os objetos de jardinagem. Santuário Original antigo (Capelinha de São Miguel)

A iminência da segunda guerra mundial preocupava o Padre Kentenich e inquietava os jovens seminaristas.

Eles precisavam de graças especiais para enfrentar o desafio e o perigo nos campos de batalha. Após muita oração e discernimento, baseado na fé profunda na Divina Providência, Padre José Kentenich decidiu revelar, aos jovens, a ideia predileta que acalentava seu interior no primeiro encontro realizado na capelinha, em 18 de outubro de 1914.

Ele falou em sua conferência: “Não seria possível que a Capelinha de nossa Congregação se tornasse nosso Tabor, no qual se manifestem as magnificências de Maria? Sem dúvida, maior ação apostólica não podemos realizar, herança mais preciosa não podemos legar aos nossos sucessores do que mover Nossa Senhora e Rainha a estabelecer aqui, de modo especial, o seu trono, distribuir seus tesouros e realizar milagres da graça.

Pressentis o que viso: gostaria de transformar este lugar, num lugar de romarias e de graças para a nossa casa,… para mais além…2″

Padre Kentenich interpreta o que Maria espera dos jovens: “Parece-me como se neste momento, aqui, nesta antiga Capelinha de São Miguel, Nossa Senhora nos falasse pela boca do Arcanjo: Não vos preocupeis com a realização do vosso desejo… Amo aos que me amam. Provai primeiro que realmente me amais e tomais a sério os vossos propósitos… a grande guerra europeia é meio extraordinariamente proveitoso na obra de vossa santificação.

Esta santificação eu exijo de vós… Então de boa vontade estabelecer-me-ei em vosso meio e distribuirei dons e graças em abundância. Daqui atrairei a mim os corações juvenis, e os educarei para serem instrumentos aptos em minhas mãos.”

Cada vez que visitamos com fé o Santuário de Schoenstatt, podemos receber as três graças especiais de romaria: abrigo espiritual, transformação interior e fecundidade apostólica.

A imagem da mãe três vezes admirável

A Imagem da Mãe de Deus chegou ao Santuário Original de forma muito providencial, no dia 11 de abril de 1915, quando a Congregação Mariana estava para celebrar o primeiro ano de sua fundação. Por meio do Professor Padre Hugels, a bela imagem da Mãe e Rainha foi encontrada numa loja de antiguidades em Freiburg. Seu título original era “Refúgio dos Pecadores”. Ela é obra do pintor italiano Luigi Crosio (1835-1915), que morava na Suíça e deu à imagem o título de “Refugium Paccaterum.”.

Padre José Kentenich afirma para os jovens congregados, o título de Mãe Três Vezes Admirável, dando-lhes o significado: “esta imagem é expressão da nossa piedade mariana e de nossa entrega total a Deus”.

Ela nos fala da intima união entre Mãe e Filho. Com a mão esquerda, estreita o Filho a si, e, com a direita, segura o braço de Jesus, para indicar que ela entrega o Filho ao Pai. A mão da Mãe também repousa no coração do Filho. Os olhares de ambos estão voltados para nós. Essa íntima relação entre Mãe e Filho que se irradia na imagem é a mensagem central da espiritualidade mariana de Schoenstatt.

Padre Kentenich escreveu, no dia 30 de abril, a um dos congregados: “Também nossa Capelinha assume agora um aspecto mais digno. Justamente, na véspera do mês de maio, recebeu de presente do Padre Huggle uma bela imagem para o altar.”

O Titulo da Mãe Três vezes admirável

O que significa o título Mater Ter Admirabilis? Ela é a Mãe Três Vezes Admirável, especialmente, como:

  1. Mãe de Deus
  2. Mãe do Redentor
  3. Mãe dos Remidos

 

É Três Vezes Admirável também pela grandeza de sua posição junto a Deus Trino, como a Filha Predileta do Pai, a Mãe do Filho de Deus e a Esposa do Espírito Santo. No Santuário de Schoeustatt, Maria Santíssima é venerada como Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes

Admirável de Schoenstatt. Ela é Mãe – porque nos foi dada como Mãe, por Jesus agonizante na cruz, com as palavras memoráveis: “Eis aí tua Mãe!”. Naquele momento, João representou toda a humanidade. Ela é a Mãe de Cristo e nossa Mãe, cujo legado nos foi dado na cruz. Ela é Rainha porque está acima de todas as criaturas, por sua dignidade de Mãe de Deus. Ela foi concebida Imaculada, cheia de graça. Depois de sua Assunção, foi coroada como Rainha do Céu e da Terra.

Ela é Vencedora – Deus lhe deu o poder de vencer e triunfar em todas as batalhas contra os poderes diabólicos. É Vencedora em nós, em nossos problemas, lutas e dificuldades. A Moldura da Imagem da Mãe e Rainha

Na moldura, que foi esculpida originalmente pelo congregado mariano Fritz Esser e que circunda a Imagem da Mãe e Rainha de Schoenstatt, encontra-se, em letras luminosas, esta inscrição:

“serxus maciae aunguam peribit

“O Servo de Maria jamais perecerá!”

A Coroa

 

Em 1939, por ocasião dos 25 anos da fundação do Movimento de Schoenstatt e da Aliança de Amor selada no Santuário Original, as Irmãs de Maria ofereceram à Mãe de Deus uma coroa de metal com pedras preciosas, como gratidão, confiança e prontidão para servir a missão em tempos dificeis. Com essa coroa, no dia 10 de dezembro de 1939, o Padre José Kentenich corou a Imagem da Mãe de Deus no Santuário Original. Nesta ocasião, a Mãe de Deus passou a ser invocada como Mãe e Rainha Três Vezes Admirável de Schoenstatt.