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Tabor da Esperança

Pai Fundador

Padre José Kentenich

“Ela formou-me pessoalmente desde os nove anos de idade.”

Nascimento: 16/11/1885 – Gymnich, Alemanha Falecimento: 15/09/1968 – Schoenstatt, Alemanha

O Padre José Kentenich é conhecido também como o Pai Fundador do Movimento deSchoenstatt

Desde antes de nascer, José Kentenich foi consagrado à Mãe de Deus. Sua mãe, diante de muitas dificuldades, entregou-o totalmente a Maria, pedindo: “Educa tu, o meu filho. Sê para ele plenamente mãe!” Esse gesto simples e corajoso, feito diante da imagem de Nossa Senhora no orfanato de Oberhausen, marcou para sempre o menino José. Ele, aos nove anos, assumiu essa consagração como compromisso vital: pertencer totalmente a Maria.

Mais tarde, ao olhar para sua história, reconheceu com clareza: “O que sou e o que em Scheenstatt se formou, à Mãe de Deus o devo.” Sua infância, marcada por provações e silêncio, foi também profundamente mística: Maria, de fato, o educava. E ele se deixava formar.

Durante sua juventude, enfrentou uma crise espiritual profunda. Questionava intensamente a Maria o ela que da sustencia, a Mauri ao esons rio interiovivo. Pel duvidou de mediação, José experimentou, de forma autêntica, o amor trinitário e a missão que o aguardava.

Ordenado sacerdote em 1910, sentiu-se impelido a mostrar ao mundo que Deus é um Pai amoroso, próximo, confiável. Tornou-se diretor espiritual de jovens seminaristas em Schoenstatt, e ali sua pedagogia gerou frutos inesperados: ele os conduzia, não com imposições, mas despertando neles a liberdade interior e a autoeducação, sempre com Maria como Mãe e Educadora.

Em 18 de outubro de 1914, num pequeno gesto de fé — selar uma Aliança de Amor com Maria numa capelinha abandonada — deu-se início a algo grandioso. Pe. Kentenich e seus alunos suplicaram à Mãe de Deus que Se estabelecesse naquele lugar e o tornasse um Santuário de graças. Eles mesmos ofereceram suas vidas como contribuição para esse pedido. Nascia ali o Movimento de Schoenstatt.

Durante a II Guerra Mundial, Pe. Kentenich foi preso pelos nazistas e passou mais de três anos no campo de concentração de Dachau. Em meio ao sofrimento extremo, manteve-se fiel à sua missão. Organizou conferências, acompanhou espiritualmente companheiros de cela e fundou, ali mesmo, dois novos ramos de sua Obra. A fé concreta e confiante em Maria se revelou como força de sustentação e luz no meio do “inferno de Dachau”.

Libertado, passou a viajar pelo mundo, visitando comunidades schoenstattianas e animando os membros da Obra com seu carisma de pai. 

 

Porém, em 1951, foi afastado de Schoenstatt pela Igreja, sendo exilado por 14 anos. Em todo esse tempo, nunca se defendeu nem abandonou sua missão. Repetia com serenidade: “A última palavra será da Mãe.”

O exílio terminou em 1965. Nos últimos anos de vida, continuou trabalhando com ardor, já octogenário, sempre atento a cada pessoa, como um verdadeiro pai espiritual. Sua profunda união com Deus irradiava paz, clareza e confiança.

Em 15 de setembro de 1968, dia de Nossa Senhora das Dores, após celebrar a Missa pela primeira vez na Igreja da Santíssima Trindade, foi chamado por Deus. Em sua lápide está escrito: “Dilexit Ecclesiam” – Ele amou a Igreja. Uma frase simples, mas que resume toda sua vida.

Hoje, muitos sentem a sua presença viva e atuante, recorrendo a ele como pai, profeta de Maria e intercessor fiel.

Vivendo a Aliança de Amor

Somos uma comunidade de consagração total a Deus, vivendo o carisma do Movimento de Schoenstatt. Inspiradas na espiritualidade mariana e na missão do Padre Joseph Kentenich, buscamos levar Cristo ao mundo através do serviço, da educação e da vivência da Aliança de Amor com Maria.